Quando fecho os olhos, não preciso querer pensar em você,
porque é algo automático e involuntário. E nem necessito fazer esforço para te
sentir ao fechar os olhos. Eu simplesmente os fecho e imagino você chegando
perto de mim, e todos os meus sentidos me deixam em alerta. Sua pele ao
encostar-se à minha, já começo a sentir a combustão, o calor a me queimar. Mas
gosto desse efeito que você tem sobre mim. Meu coração não se decide no
compasso em que quer bater, e fica-me inquietando. Rsrs.
Eu me viro, e o teu olhar arrebata o meu. Enquanto nossos
corpos parecem viver sob a lei gravitacional, os seus olhos parecem demonstrar
que ver a minha alma, e gosta do que vê. E quando você finalmente pega na minha
mão, e sinto segurança. Isso me acalma – mas não desacelera o bater de meu
coração desenfreado. Você parece sentir que meu corpo anseia por tudo que és.
Sua mão se guia até o meu rosto, e já sinto como se fôssemos
um só. E então você me beija. Os seus lábios enlaçam os meus calmamente, e
sinto o sentimento a transparecer. A singeleza do seu toque me faz sonhar a
todo instante. E não penso em mais nada. A única coisa que desejo – além de
você, é claro – é nunca mais sair dos teus braços, ou me abstenir dos teus
beijos.
E então você abre os olhos, olha pra mim, e me faz sentir
como se você tivesse um cavalo pronto a me levar a qualquer lugar só pra me
fazer feliz. E quem sabe você não tenha né? (rsrs). O prazer que posso sentir
pouco me importa, pois sei que você sente e pode me dar o AMOR que sempre quis.
E quando você pensar, sequestrarei os teus pensamentos, mesmo sabendo que você
os doa pra mim de livre e espontânea vontade, e direi o que você nunca ouviu,
mas sempre soube: Amo você.

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