Ele sempre me
deixa fascinada. Às vezes, acho que tudo nele é destinado a mim, por tanto me
atrair. Seu cheiro me convida, os seus olhos de olhar tão profundo e meigo me
chamam... É tão tentador... Ele pegou
minha mão inesperadamente. O calor de sua pele ardia na minha, parecendo fogo e
querosene.
- Você acredita no que sinto por ti? – ele me disse num tom de vez, bem atenuado, firme, porém duvidoso.
- Claro que sim. – como é que ele poderia duvidar disso? – Você acha que o que sinto por ti é uma
mera chuva de verão. Eu acordo todas as manhãs, e até parece que sinto teu
perfume a me rondar. Meu primeiro pensamento é em você, e isso já virou uma
rotina inevitável. Desculpa. – ri um pouco. Seus olhos fitavam a mim, como se
tivesse tentando descobrir se o que eu falava era verdade ou mentira.
Minha mão encostou em seu peito e pude sentir, aquele pulsar
tão forte que acalentava o meu ser. Só de apenas sentir isso – esse órgão
funcionando em seu peito –, eu me sentia bem.
Ele olhou para minha mão, e depois para mim.
- Você está sentindo esse coração? Ele não pulsaria se esse
aqui – seu dedo tocou o meu peito- também não pulsasse. Esse coração que bate
em meu peito, simplesmente é o teu, que guardo para ter certeza que viverei
para te amar.
Ali, eu pude realmente ver a sinceridade em seus olhos. Eu te
amo, sussurrei para ele. Bastou isso, para ele concretizar a “troca”
definitiva de corações. O seu beijo fez eles
pulsarem num único e inviolável ritmo, só confirmando ser que era um só.

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