Seria absurdo demais dizer
que esse sentimento preso em meu peito é algo que nunca pude sentir antes? Eu
seria boba o bastante só ao querer não sair do teu lado nunca mais? Às vezes,
tenho vergonha de ser tola ou muito melosa contigo. Mas, afinal, o amor não é
tolo. Ele parece uma criança em sua plena inocência,... tão puro, tão
ingênuo... É algo de que não quero deixar de sentir. NUNCA.
Sinto-me inocente e
perversa ao teu lado. Numa brincadeira, como se fôssemos crianças, nos
envolvemos. Com sua força, tu encarceras meu corpo, tornando-me cativa em teus
braços. Sinto teus lábios em meu pescoço brevemente, como se fosse uma gosta de
álcool em plena fogueira. Você me olha, e bato o meu nariz ao teu, do lado e do
outro. É uma brincadeira inocente, confesso. Como fogo e gelo, nos chocamos,
mas como sempre, teu calor vence o meu frio.
Nossos corpos estão tão
juntinhos, parecendo um só. Você tenta me beijar e dando um pequeno sorriso,
afasto minha cabeça. Eu sei que isso torna a tua vontade maior – talvez seja
esse o motivo de meu ato –, mas eu gosto de fazer isso. Um braço seu na minha
cintura, firmando anda mais o teu calor a me envolver. Com a outra mão,
entrelaça seus dedos em meus cabelos, pegando minha cabeça, puxando para a tua.
Vejo o seu sorriso singelo, e sei que você sente o que sinto. Não faço nada
para impedir.
Ninguém pode adiar o
inadiável. Só de apenas sentir seus lábios esmagando levemente os meus, sinto
minha respiração ofegar, meu corpo queimar por inteiro... O seu amor me consome
e me refaz. Isto não é uma reação química. O teu beijo talvez possa até ser uma
parte da solução. Eu o soluto, e tu o solvente. Essa solução não é saturada. É supersaturada.
Você não me consegue dissolver totalmente, mas a cada minuto, tenta.
Fico pensando qual a reação
que você sente nessa solução. Do nada, fosse dá um intervalo e diz pra mim:
- Sabia que eu te amo, garota?
Assenti que sim. Não sei se
ele gosta de química, da nossa química, mas da solução final, com certeza: Amor
e felicidade.

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